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Secretário-adjunto pede exoneração após posts contra a contratação de eleitores de Lula no litoral de SP

Secretário-adjunto de Guarujá, SP, sugere que empresários demitam eleitores do PT O advogado Airton Jose Sinto Junior, conhecido como Airton Sinto, pediu exo...

Secretário-adjunto pede exoneração após posts contra a contratação de eleitores de Lula no litoral de SP
Secretário-adjunto pede exoneração após posts contra a contratação de eleitores de Lula no litoral de SP (Foto: Reprodução)

Secretário-adjunto de Guarujá, SP, sugere que empresários demitam eleitores do PT O advogado Airton Jose Sinto Junior, conhecido como Airton Sinto, pediu exoneração do cargo de secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania de Guarujá, no litoral de São Paulo, segundo a prefeitura. O pedido ocorreu após publicações feitas por ele nas redes sociais contra a contratação de trabalhadores com base em seu posicionamento político. Uma captura de tela divulgada pela TV Tribuna, afiliada da Globo, mostra uma publicação de Airton Sinto em que ele afirma não comprar, contratar ou advogar para eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Airton Sinto explicou por que pediu desligamento da administração municipal e agradeceu ao prefeito pela oportunidade. Ele ressaltou que nunca teve a intenção de ofender ninguém (veja o posicionamento completo abaixo). Em nota, a Prefeitura de Guarujá afirmou que as manifestações foram pessoais e não representam o posicionamento do governo municipal. Secretário-adjunto de Guarujá pede exoneração após posts contra a contratação de eleitores de Lula Reprodução Prints e postagens Em outra publicação, Airton Sinto compartilhou a frase: “Não contrate quem ODEIA empresários”. Em outra, divulgou um print de uma conversa em que uma mulher pede ajuda para comprar uma cesta básica. Nessa captura de tela, o autor da mensagem afirmou acompanhar a mulher nas redes sociais e acrescentou que, após ela comemorar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não precisaria mais de ajuda ou doações, pois o presidente a teria tirado da pobreza. Airton Sinto compartilhou diversas mensagens em suas redes sociais. Reprodução Airton também compartilhou uma frase com os termos “rifinha, vakinha, docinho, bolinho, ajudinha” e uma referência a pedir ajuda ao “veinho” (veja abaixo). Airton Sinto pediu exoneração do cargo de secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania de Guarujá (SP) após publicações nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais O que diz Airton Sinto Em vídeo divulgado nas redes sociais, o advogado afirmou que suas manifestações foram feitas como pessoa física, e não na condição de secretário-adjunto de Direitos Humanos da Prefeitura de Guarujá. Ele declarou que se posicionou contra o que entende como ideologia para a condução do país e ressaltou que é de direita. Airton Sinto disse que suas publicações geraram questionamentos à prefeitura e que, por não ter a intenção de causar problemas à administração municipal, solicitou seu desligamento do cargo. Ele também agradeceu ao prefeito Farid Madi (Pode) pela oportunidade de trabalhar na gestão e afirmou que nunca teve a intenção de ofender ninguém. Por fim, o advogado declarou que está sendo monitorado e ofendido por pessoas nas redes sociais e lamentou a situação. Ele defendeu a união no Brasil, com respeito ao direito de cada um exercer sua ideologia e liberdade de expressão. O que diz a OAB A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Subseção de Guarujá, divulgou uma nota após a repercussão do caso. A entidade afirmou que a liberdade de convicção política é um direito fundamental e que a discriminação ou a restrição de oportunidades profissionais por posicionamento político são incompatíveis com os princípios do Estado Democrático de Direito. A OAB também afirmou que a advocacia exige ética e respeito à dignidade humana. Em outra manifestação, a entidade ressaltou que agentes públicos devem agir com impessoalidade e que divergências políticas não justificam a exclusão de cidadãos do mercado de trabalho. A Ordem dos Advogados do Brasil reforçou que a ética profissional e o respeito aos direitos fundamentais devem prevalecer sobre a intolerância política. VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região