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Dia Mundial dos Oceanos: Peruíbe celebra e protege o litoral que a define

Por Crys Maestri | TV Mais Litoral — 08/06/2025

Dia Mundial dos Oceanos: Peruíbe celebra e protege o litoral que a define
foto: Fábio José | Praia do Guaraú

Nesta segunda (8), o mundo celebra o Dia Mundial dos Oceanos — e Peruíbe tem muito a comemorar e a defender. A cidade do litoral sul paulista abriga um dos trechos costeiros mais preservados do estado, com praias limpas, restingas nativas, manguezais e uma biodiversidade marinha que ainda surpreende pesquisadores e moradores.

A data, estabelecida pela ONU em 2008, é um convite global à reflexão sobre a saúde dos mares — que cobrem mais de 70% da superfície terrestre e regulam o clima, produzem metade do oxigênio que respiramos e sustentam a cadeia alimentar de bilhões de pessoas. Para Peruíbe, o recado é ainda mais direto: a economia local, o turismo e a própria identidade da cidade dependem da integridade desse ecossistema.

Nas águas do litoral sul, é possível encontrar Lobos e Leões-Marinhos ( costumam aparecer no inverno) , botos-cinza, tartarugas-marinhas das espécies cabeçuda e de couro, raias, polvos, siris e uma diversidade de peixes costeiros que fazem das praias locais um corredor ecológico ativo. A presença desses animais não é casual: ela indica qualidade ambiental. Onde o mar está saudável, a fauna aparece.

A preservação desse ambiente passa por escolhas cotidianas — descarte correto de lixo, respeito às zonas de proteção ambiental, consciência no consumo de frutos do mar e fiscalização de atividades irregulares na orla. Peruíbe conta com unidades de conservação que protegem áreas de restinga e mangue, ecossistemas que funcionam como berçário natural para dezenas de espécies marinhas juvenis.

O Dia Mundial dos Oceanos é também um alerta: segundo dados do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos a cada ano. A poluição, o aquecimento das águas e a sobrepesca ameaçam espécies e comunidades costeiras ao redor do globo — incluindo aquelas que vivem e trabalham à beira-mar, como os pescadores artesanais de Peruíbe.

Preservar o oceano não é pauta ambientalista distante. Em Peruíbe, é questão de sobrevivência econômica, cultural e ambiental.


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